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PÉRA UM POUCO
AOS LEITORES AMIGOS, CONHECIDOS, CRITICOS QUE TÊM MANTIDO ALGUM DIÁLOGO COM ESTE BLOG, INFORMO QUE ESTAREI AUSENTE E, POR SINAL, LIVRE DE UM COMPUTADOR, DURANTE DUAS SEMANAS À PARTIR DESTE FIM DE SEMANA. ESTAREI DE VOLTA NO DIA 17 DE ABRIL, DISPOSTO A BLOGAR MAIS DENODADAMENTE AINDA...
OBRIGADO PELA ATENÇÃO E PELAS MUITAS CORREÇÕES
Escrito por Marco Antonio Rocha às 16h49
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TIROS PELA CULATRA
É bastante curiosa a argumentação de que lançam mão petistas sinceros e históricos que ainda alimentam a esperança de salvar a legenda da debacle mais completa e acachapante. Essa argumentação pode ser resumida numa frase do artigo de Tarso Genro, na Folha de hoje: "A esquerda que apoia Lula vai compreender que o argumento moralista é só ataque político. Não há interesse ético em jogo". Ou seja, todo mundo que ficou escandalizado e critica a falta de ética do PT e de petistas ilustres que conspurcaram o cargo e a legenda não está agindo por questão ética, mas sim para derrubar Lula, o PT e o petismo. Está agindo por jogo político.
Podemos então dizer que quando o PT e os petistas criticavam a falta de ética dos demais partidos e dos adversários era apenas "jogo político", era apenas com o objetivo de chegar ao poder? Se não era isso, se era uma ação orientada de fato por principios éticos, por que então estes principios não foram mantidos depois que o PT chegou ao poder? Por que foram abandonados? Por que eram uma farsa?
Então, Frei Beto, Heloísa Helena, Cristovâo Buarque e outros muitos petistas históricos e ilustres que têm criticado o abandono da ética pelo partido e exigem públicamente que este não só retorne aos principios éticos como denuncie e expulse a camarilha que conspurcou a legenda, não têm nenhum "interesse ético", estão agindo tão sómente por "jogo político", fazem parte de uma conspiração da direita para derrubar Lula, o PT e o petismo?
O que que é isso?
É impressionante como até mesmo no debate intelectual os intelectuais desse partido são capazes de atirar no próprio pé.
Escrito por Marco Antonio Rocha às 13h41
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O PROBLEMA
Credores da dívida pública brasileira (internos e internacionais) estarão observando atentamente se a nova equipe da Fazenda manterá ou não a meta de superávit primário de 4,25% do PIB, fixada por Palocci. É o que permite pagar os credores, principalmente os internos, que são a maioria, renovar parcialmente a dívida e ainda ter algum troco para (poucos) investimentos públicos. E, principalmente, mantem em queda, em relação ao PIB, a trajetória da dívida pública. Se a meta do superávit for abandonada e se a dívida começar de novo a crescer em relação ao PIB, estaremos mal parados, muito mesmo. Nos dois primeiros meses do ano já houve um aumento dos gastos públicos e uma redução do superávit primário - que ficou em 2,3% do PIB nesse período. Isto ainda não causou inquietação junto aos credores porque Palocci acumulou gordura no ano passado, isto é, o superávit primário obtido no ano passado foi alem da meta: foi de 4,8% do PIB. Ele fez o que qualquer ministro da Fazenda de qualquer governo faria em período pré-eleitoral: juntou dinheiro para poder gastar mais no ano da campanha.
O perigo, portanto, para a equipe do Mantega é se o mercado começar a desconfiar que os gastos para tentar reeleger Lula estão ultrapassando o lastro que Palocci colocou no cofrinho e estão comprometendo a meta para o superávit primário. O que acontece? Começam a restringir o crédito para o governo e a cobrar mais juros pelo que emprestarem. A dívida cresce e fica mais cara...o governo tem de aumentar impostos para manter o superávit. Em suma, todos nós pagamos...Há maneira de evitar isso??
Talvez, leiam abaixo próximas duas mensagens....
Escrito por Marco Antonio Rocha às 15h51
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A RECEITA...
Uma maneira de fazer o que os economistas chamam de "pouso suave" nesse assunto é reduzir os juros, não apenas a taxa básica, a tal da Selic, mas os juros efetivamente praticados no mercado. Ao reduzir os juros, o custo da dívida diminui para o governo, o custo do dinheiro para as empresas também diminui - o que lhes permite fazer mais negócios, investir mais, criar mais empregos. Com isso, a arrecadação de impostos cresce, o que permite ao governo investir mais. O PIB cresce mais depressa e a relação dívida/PIB cai, deixando os credores mais felizes e seguros. Essa é a receita a seguir. Mas, é fácil aviá-la? Se fosse, já tinha sido aviada...né, mesmo? Então não é fácil. E não é fácil porque a queda dos juros estimula o consumo, que aumenta a demanda, que pressiona os preços, que dispara a inflação. O segredo, ou a charada, é reduzir os juros mas de maneira que isso tenha mais efeitos positivos do que negativos, ou seja, produza mais atividade e mais emprego e menos inflação. Mantega será capaz?
Talvez, leiam abaixo...
Escrito por Marco Antonio Rocha às 15h49
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MANTEGA X DILMA
Mantega se
Mantega se dá bem com a Dilma Roussef...muito bem aliás. E a Dilma Roussef é um trator, ao passo que Mantega é um velocípede. Lembram que a Dilma teve um arranca-rabo com o Palocci no final do ano passado, a propósito da meta de superávit primário justamente - e quase levou a melhor? O Lula teve que intervir para a mulher abrir a mandíbula e soltar a perna do Palocci. Então, a impressão que todo mundo está tendo, e quem não tem terá, é que quem vai mandar na administração da economia é a Dilma. À medida em que isso for ficando perceptível a confiança de investidores e credores vai diminuir porque o que ela já fez na área da energia dá bem a medida da sua capacidade de espalha-brasa e espanta-dinheiro..
Torço para estar errado, em beneficio do Brasil.
Escrito por Marco Antonio Rocha às 15h48
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CALMA, POR ENQUANTO...
As primeiras reações no mercado financeiro e na Bolsa à troca dos ministros foram mais de expectativa do que de sobressalto. Pequena queda no mercado de ações, pequena alta no dólar, alguma turbulencia no mercado de juros futuro - mas nada que cause muita preocupação imediata. Uma das coisas importantes é a respeito da permanencia ou não de Meirelles, com sua equipe, na diretoria do Banco Central e se este continuará, ou não, mantendo sua autonomia. Isso é que poderá dar ou retirar credibilidade às declarações do novo ministro Mantega de que não haverá mudanças significativas na política economica.
Escrito por Marco Antonio Rocha às 11h45
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MÁ NOTICIA
Ou muito me engano ou a saída do Palocci trará problemas sérios para a economia devido à escolha do substituto. Esse Guido Mantega é criador de caso com os empresários, de insegurança nos meios financeiros, tem muito mais pose do que conhecimento efetivo sobre a administração econômica e é dado a "inventar"
Estou apenas registrando uma opinião pessoal que espero que os fatos desmintam, caso contrário, teremos de novo aquele quadro de instabilidade econômica que precedeu à eleição do Lula para presidente.
Escrito por Marco Antonio Rocha às 17h38
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BOA NOTICIA
A semana começa com a boa noticia da derrota do candidato do Garotinho na quarta tentativa de se eleger um prefeito na cidade de Campos - base eleitoral do Garotinho. E ele já começou a dizer que, por causa disso, talvez não seja candidato a presidente da República, pelo PMDB. Ótimo. Mais um aproveitador da política, sem idéias, sem propostas, sem conhecimento de causa que apenas fez do gogó a alavanca para subir na vida política...do Rio de Janeiro!...para desespero dos cariocas. A ironia é que ganhou o candidato do PDT, que já foi o partido do Garotinho...o homem já mudou de partido não sei quantas vezes
Escrito por Marco Antonio Rocha às 11h02
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