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Blog do Marco Antonio Rocha


Chinesices...

Dilma Roussef foi buscar investimentos na China comunista e o anúncio do maior investimento veio de Taiwan: 12 bilhões de dólares numa fábrica de telas de cristal líquido em Jundiaí -- que não vai sair também. Chinês é só conversa mole...



Escrito por Marco Antonio Rocha às 15h20
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50 ANOS NESTA MANHÃ...

LEMBRO QUE ERA UMA MANHÃ CLARA EM SÃO PAULO. MANHÃ RARA DE CÉU AZUL. EU TRABALHAVA NO JORNAL "ULTIMA HORA". CEDINHO, O MIRANDA JORDÃO LIGOU PARA MINHA CASA DIZENDO PRÁ EU PASSAR NA REDAÇÃO. ALÍ JUNTEI-ME COM O FOTÓGRAFO E AMBOS, NO JIPE CANDANGO, DO JORNAL, RUMAMOS PARA ONDE? PARA A CASA DE ROBERTO ISNARD.

ROBERTO ERA CEGO, E ERA RADIO AMADOR, SUA GRANDE PAIXÃO. COM O SEU PODEROSO EQUIPAMENTO ELE SINTONIZARA AS TRANSMISSÕES DE RÁDIO ENTRE A BASE DE LANÇAMENTO DE BAIKONUR, NA ENTÃO UNIÃO SOVIÉTICA, E A NAVE VOSTOK, ONDE ESTAVA IURI GAGARIN, O PRIMEIRO SER HUMANO A FAZER UM VOO ORBITAL, DANDO ORIGEM, ASSIM, À CHAMADA ERA ESPACIAL.

NA SALA DA CASA DO ISNARD HAVIA ALGUÉM, NÃO LEMBRO QUEM, QUE FALAVA RUSSO. MAS NÓS OUVIMOS DISTINTAMENTE, POR DUAS OU TRES VEZES, ATÉ COMO SE FOSSE EM PORTUGUÊS, GAGARIN GRITANTO ENTUSIASMADO: Земля голубой (zemlia galuboi) ou, A Terra é Azul!! Frase que correu o resto do século 20 e que ainda se repete...



Escrito por Marco Antonio Rocha às 14h19
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OBAMA

OBAMA CURTIU PAULO COELHO...HÁ, HÁ HÁ...ADRO, ADRO, ADRO...CADA UM NO SEU QUADRADO. TERMINOU O DISCURSO RECITANDO UMA PASSAGEM "DE UM DOS SEUS MAIS FAMOSOS ESCRITORES". SÓ PORQUE ELE QUER...UMA DAQUELAS BANALIDADES TÃO INSÔSSAS QUAL SOPA DE CHUCHÚ: "COM A FORÇA DE NOSSO AMOR E DE NOSSA VONTADE, MUDAREMOS NOSSO DESTINO, ASSIM COMO O DESTINO DE MUITOS OUTROS". MAIS BANAL DO QUE ISSO SÓ A FILOSOFIA DA ANA MARIA BRAGA...



Escrito por Marco Antonio Rocha às 14h51
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DIFERENÇAS APARECEM MELHOR

A nossa presidente continua não dando lide. Para a imprensa. Mas, tem dado lide para dentro do governo. A mais recente indicação de que sua fala é mais afirmativa para dentro do governo do que para fora pôde ser vista no texto da ata da reunião do Comitê da Política Monetária (Copom), possivelmente o último lugar onde alguém iria procurar indícios do que pensa e do que se propõe d. Dilma. Ali está escrito, no item 31 – que muita gente já comentou –, que “a eventual introdução de ações macroprudenciais (sic) pode ensejar oportunidades para que a estratégia de política monetária seja reavaliada”. Notemos que o mercado financeiro reagiu à frase derrubando fortemente os contratos de juros futuros, na BM&F. Quem apostava na elevação dos juros perdeu dinheiro e ficou óbvio que o mercado, com o seu habitual imediatismo, interpretou a frase achando simplesmente que a sequência de altas da Selic vai ser interrompida ou até substituída por uma fase de baixas. Pode ser. Mas uma outra leitura é possível também.
Quais vinham sendo os fatores que levaram o Copom a ingressar na fase de elevação da Selic nas última reuniões?
Basicamente, a gastança e o relaxamento fiscal do final do período Lula, sob o pretexto de eleger Dilma, mas que resultaram no impulso inflacionário que estamos tendo no momento.
Ora, o Banco Central e o Copom reagiram como de hábito, usando a Selic como amortecedora das pressões inflacionárias: se os juros sobem, os consumidores fazem menor uso do crédito, compram menos, a demanda geral se ajusta para baixo, a indústria e o comércio ficam com menos espaço para elevar preços e, no devido tempo, o ímpeto inflacionário se amaina.
Essa receita fez parte do período recente. Mas há uma outra ferramenta para colocar um freio na inflação, que muitos economistas apontavam – o ajuste fiscal, isso é, o corte de gastos do governo – sem que a equipe de Lula tivesse possibilidade de prestar atenção, uma vez que o então presidente não admitia falar disso na disputa eleitoral. E havia ainda a hipótese de se moderar a política de melhoria da renda da população em geral, para encolher o visível descompasso em relação à melhoria da produtividade. Outro assunto detestável para o ex-presidente. De modo que a frase famosa da Ata indica também que medidas de natureza fiscal e de natureza anticíclica, no que se refere à renda, podem sobrevir. E indica, sobretudo, que a presidente não as descartará caso necessárias. A Ata não as mencionaria, se previsse seu veto ou soubesse que seriam vetadas. O Copom deve ter auscultado Dilma. Havendo sinal verde para políticas fiscal e de rendas mais ajustadas, a política monetária pode ser mais suave. Parece claro que a estratégia do conjunto da política econômica vai se aproximando mais do que recomenda o manual, do que do voluntarismo da chefia - como foi no passado recente. O texto das atas era então cheio de salamaleques para não pisar nos calos de quem nunca antes na história deste país tinha feito tantos milagres. Mas houve outros episódios reveladores de uma fala diferenciada da chefia para dentro do governo. Por exemplo, o da representação brasileira na sede da ONU em Genebra, ao receber a exilada iraniana Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz de 2003. Na ocasião, a embaixadora do Brasil, Maria Nazareth, disse que o Brasil “apoiava” a posição de Ebadi – para consternação, por certo, do “amigo” do Lula, Ahmadinejad, cujo chanceler, Ali Akbar Salehi, não se furtou de queixar-se de que seu governo se sentirá “decepcionado” se o Brasil mudar de posição em relação ao Irã. O que – tudo indica – já aconteceu, pois, antes, um dos poucos lides que Dilma deu para a imprensa foi sobre sua oposição ao tratamento que o Irã dispensa às mulheres.
Enfim, não dá mais para ignorar os sinais de que a criatura difere em boa medida do seu esforçado criador.



Escrito por Marco Antonio Rocha às 18h29
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A volúpia de só aparecer bem...

Parece que ninguém mais no mundo trabalha sério, com responsabilidade, mesmo nas mais prosaicas tarefas, como a de atender o consumidor ou o cliente. Dá até para atribuir a esse fato muito do descalabro que se dissemina pelos países. Todas as pessoas pensam unicamente em fazer de si próprias um show de marketing pessoal...particularmente as lideranças governamentais. No momento, por exemplo, nenhum dos líderes mundiais trabalha seriamente para apresentar uma proposta competente e viável sobre como resolver o "problema" Kadafi/Libia. Mas, só, em como fazer sua entrée (triunfal se possível) no palco das tevês internacionais, ou seja, em como aparecer bem "na fita"... Até o secretário geral da ONU participa da pantomima. É altamente frustrante para gente comum, como nós, não poder ter respeito por ninguém que esteja a cargo de altos postos nos governos ou nas empresas.



Escrito por Marco Antonio Rocha às 16h13
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Hora de tirar o que Lula deu??

Manchete do Estado na última sexta-feira: “Desemprego é o mais baixo em 8 anos, mas inflação corrói renda”.
Um economista bem ortodoxo, clássico mesmo, diria “E daí? Uma coisa não leva à outra..?”. E do alto da sua sabedoria explicaria que menor desemprego significa mais emprego, que significa mais salários, que significa maior capacidade de consumo, que significa maior pressão sobre a demanda, sobre os preços e, finalmente, mais inflação.
E inflação, como ensinava um velho economista, também muito ortodoxo, não é exatamente elevação dos preços. A palavra inflação designa excesso de dinheiro, de moeda em circulação. Os preços elevam-se porque há excesso de dinheiro, pontificava o professor Hayek, Prêmio Nobel de Economia de 1974, homem de notório saber nesse assunto, como exigem as leis para preenchimento de certos cargos públicos. Entre parênteses, o curioso nessa história é que Friedrich Hayek dividiu o “Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel” (denominação correta da láurea) com um opositor das suas ideias: Gunnar Myrdal, economista sueco, de tendência socialista, estudioso dos processos de desenvolvimento.
Mas, voltando ao principal, o fato é que a conjuntura econômica brasileira atual parece um retrato das teorias mais ortodoxas: excesso de dinheiro ou liquidez, gerada por cornucópias que o ex-presidente Lula abriu sem constrangimento e de maneira poucas vezes antes vista na história deste país – reajustes generosos do salário mínimo e dos salários do funcionalismo, expansão do Bolsa-Família, crédito farto para casa própria e outros fins, redução paulatina das taxas de juros.
Não há dúvida que isso confirmou parte do que dizia a música de Caetano Veloso: “A força da grana que ergue coisas belas...” A imprensa e as estatísticas brasileiras estão mostrando muito das coisas belas erguidas pela força da grana do governo, em termos de melhoria de vida do povo, de ascensão das classes mais pobres a níveis mais elevados de renda, de elevação do padrão de consumo e dos meios de sobrevivência, de tudo aquilo, enfim, que nos últimos três ou quatro anos colocou a figura de Lula no altar da adoração popular e... elegeu Dilma!
Mas a letra de Sampa ainda falava que a força da grana também destrói coisas belas.
Então, a ameaça que paira sobre o governo Dilma neste começo é o que muitos economistas previram e advertiram, e sobre o que a própria presidente deve ter meditado: a possibilidade não tão remota de destruição das coisas belas pela inflação – a coisa mais feia que o povo pobre deve temer no terreno da economia.
Os sinais são inequívocos: o desemprego chegou ao seu nível mais baixo desde 2003: 5,3% em dezembro passado. A renda real média do trabalhador subiu 3,8% em 2010. Coisas belas. A inflação também subiu: 5,91% em 2010, contra 4,31% em 2009. Coisa feia. A fórmula está se completando: mais emprego, mais renda, mais inflação.
E a inflação, no corpo econômico, é mais ou menos como a febre no corpo humano. E como a febre, também não é uma doença em si, é um sinal de que algo está errado no organismo. A febre surge para dizer ao seu portador que tome cuidado e, ao mesmo tempo, para ajudar o organismo a procurar um reequilíbrio. A inflação também surge, ou aumenta, para mostrar que a administração da economia não está no rumo certo e para corrigir os fatores que a tenham provocado. Por exemplo: se há excesso de dinheiro e ganhos de renda sem melhoria da produtividade, o aumento dos preços diminui o ganho de renda e consome o excesso de dinheiro. É um fator de correção, portanto. Só que, se deixada por sua própria conta, a inflação se autoalimenta, ganha impulso automático e deságua na hiperinflação, como já aconteceu no Brasil.
O Banco Central (BC) sabe disso, tanto que já vem adotando medidas para corrigir o curso dos acontecimentos antes que a inflação ganhe vida própria. Aumentou a taxa básica de juros, a Selic, aumentou os depósitos compulsórios dos bancos restringindo a disponibilidade de crédito, exigiu mais capital das instituições para financiamentos que ultrapassem 24 meses, enfim, está procurando andar na frente da inflação, corrigindo os fatores que a provocaram antes que ela mesma o faça de maneira desastrosa e socialmente cruel.
Mas não é fácil. Até porque o BC está meio sozinho nessa tarefa. O resto do governo não parece muito preocupado com o recrudescimento do IPCA e de outros indicadores de inflação. E os seus supostos aliados não dão muito apoio para que ele se decida a corrigir as demasias do período Lula.
Haja vista as reuniões que a equipe de Dilma vem mantendo com as lideranças sindicais sobre a questão do reajuste do salário mínimo. O pleito dos sindicalistas – de um salário mínimo de R$ 580 – é visivelmente desastroso para a estratégia de controle da inflação posta em prática desde dezembro pelo BC e, também, para as contas públicas dos três níveis de governo, particularmente para a Previdência. Mas eles insistem, porque acham que Dilma não pode tirar um naco daquilo que Lula deu. Mas isso é só ela que tem de resolver...
(Publicado no Estadão, 31/01/2011)



Escrito por Marco Antonio Rocha às 17h13
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0 DESBARRANCAMENTO DA AUTORIDADE PUBLICA

Presenciamos, na semana passada, mais uma vez, as duas enchentes de todos os anos: a trágica, triste, lamentável, acabrunhante e, infelizmente, mortal. E a enchente do cinismo, do palavrório, das explicações e desculpas esfarrapadas da cartolagem da política nacional: prefeitos, governadores, ministros e seus fâmulos.
A primeira, desencadeada cem por cento por causas naturais. Chuvas torrenciais e deslizamentos de montanhas – assim como terremotos e irrupções – não há força humana que possa deter ou desviar quando têm que acontecer. Mas os efeitos trágicos não são cem por cento naturais. Não dá para fazer uma conta precisa, mas, certamente, boa parte, se não a maior parte, dos efeitos trágicos, em termos de mortes e ferimentos, ou de prejuízos, nas destruições de casas, pontes, estradas, veículos etc, são fruto do tsunami de incúria político-administrativa que nos assola o ano inteiro.
Vamos falar com realismo: o poder público, no Brasil, tornou-se hoje uma farsa, muito pior do que a velha commedia dell’arte italiana, principalmente porque não tem graça nenhuma.
Em primeiro lugar, não é poder. Só existe praticamente, só se nota sua presença, na cobrança de impostos – assim mesmo, quase só dos impostos que são automáticos, como na conta de luz, do telefone, do gás, dos combustíveis e no desconto em folha. Já nos impostos que não são automáticos, aí também se exibe o festival de incúria, tamanha é a sonegação. De tempos em tempos, o poder público farsante dá uma colher de chá aos sonegadores, os famosos “refis”, perdoando parte das dívidas para que eles voltem a recolher impostos. Mas, incapaz de fiscalizar o cumprimento dos acordos, espera a formação da próxima fila de sonegadores para renovar o “refis”.
Em segundo lugar, o poder também não é público. Na maior parte do tempo funciona como organismo privado, atendendo a interesses pessoais e eleitorais dos seus detentores, eleitos ou nomeados. Por que o saneamento básico no País é uma lástima (aliás, causa também de inundações)? Porque “não dá voto”, e essa explicação cínica é ouvida e vista nas TVs, saída da boca dos próprios políticos. Ou seja, aquilo que não atende ao interesse pessoal eleitoral do cartola da hora não é digno da sua melhor atenção.
Agora, nesta hora trágica, como no final de 2009, de 2008, de 2007... etc, vemos autoridades nas TVs proclamando que é um absurdo que se permitam construções nas encostas dos morros, nas áreas de risco, na calha inundável dos rios. Indiretamente estão acusando o povo ignorante de se entregar às ocupações irregulares. Mas o que realmente estavam fazendo esses ilustres senhores quando não havia, ou antes que houvesse, ocupações irregulares ou regulares nessas áreas? Estavam demarcando-as? Estavam fiscalizando-as? Estavam pondo nas cadeias os grileiros de terrenos públicos que se transformam em loteamentos da noite para o dia??? Ou estavam, ao contrário, “legalizando” a patifaria para ganhar os votos de quem foi morar lá, atendendo aos pleitos dos cabos eleitorais de periferia?
O governador do Rio disse, acertadamente, que a tragédia humana e o prejuízo material resultante dos deslizamentos dos morros, na região serrana, sobre as cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis, foram consequência do descuido e da incúria de vários governos nos últimos 30 ou 40 anos. Sem dúvida. Mas ele próprio tem mais de 30 anos de vida política ativa no Estado do Rio de Janeiro, em muitos postos-chave, numa carreira bem sucedida. Então, pode, perfeitamente, colocar na cabeça, também, o boné de participante do processo de incúria político-administrativa cuja consequência está apontando hoje.
Não estamos querendo dizer que não haveria inundações e desbarrancamentos se se eliminasse o descaso das autoridades responsáveis, e elas se empenhassem no cumprimento do dever. Não é isso. Os desastres sempre aconteceriam. Mas com muito menos mortes, ferimentos, desesperos e estragos. Basta comparar os números do que ocorre no Brasil com o que ocorre em fenômenos naturais análogos de outros países – na Austrália, na Europa e até na Ásia. Um bom pesquisador poderia até traçar um paralelo estatístico entre a circunscrição dos estragos resultantes das fúrias da natureza, e a qualidade das administrações locais. Quanto maior seja a qualidade política da administração local, mais delimitados serão os estragos e os sofrimentos. Os terremotos no Haiti e no Chile ilustram o que tento dizer: a diferença não foi só de escala Richter, mas muito, também, de capacidade de lidar com a destruição e com a reconstrução.
Infelizmente, no Brasil, a conclusão que vai se impondo é que a incúria, o desleixo, a negligência e o teatralismo vazio das autoridades não se revelam apenas nas atitudes diante de catástrofes – como transpareceu vivamente na queda, e após a queda, do avião da TAM, e transparece de novo agora. Essa é uma maneira pérfida de proceder visível no tratamento da Educação, da Saúde, da Segurança, da Justiça, da discussão e aprovação de leis, da governança em geral. E com essa maneira de proceder não se constrói uma Nação séria.



Escrito por Marco Antonio Rocha às 18h23
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A ENCHENTE DE MÁU CARATISMO

QUERIDO BLOG, DESCULPE A AUSENCIA DE SEIS MESES...MANQUEI. MAS, RETORNO COM VOTOS DE FELIZ 2011 A TODOS.

INFELIZMENTE SÃO VOTOS TARDIOS PARA AS DEZENAS OU TALVEZ CENTENAS DE PESSOAS QUE JÁ MORRERAM OU AINDA MORRERÃO, SE FERIRÃO OU PERDERÃO SEUS BENS NA VIOLÊNCIA DAS ENCHENTES. DAS INUNDAÇÕES E, PRINCIPALMENTE, DA INCÚRIA -- QUE ASSOLAM ESTE PAÍS.

AS INUNDAÇÕES SÃO VIOLÊNCIAS DA NATUREZA, CONTRA AS QUAIS NADA PODEMOS. MAS SERIAM MUITO MENOS DANOSAS SE NÃO FOSSE A INCÚRIA, QUE É A VIOLÊNCIA DOS PODERES PÚBLICOS E DOS GOVERNANTES CONTRA AS POPULAÇÕES INDEFESAS.

TEMOS VISTO NAS TEVÊS CENAS QUE NOS LEMBRAM A MÚSICA DO CAETANO "O HAITI É AQUI", E NADA FICAM DEVENDO AO HAITI REAL. O ABANDONO E O DESESPERO DAS POPULAÇÕES DE VÁRIAS CIDADES NOSSAS EQUIVALEM AOS DA POPULAÇÃO DE PORTO PRINCIPE. E A CAUSA PRINCIPAL É SEMELHANTE: O MÁU CARATISMO DE MUITOS DOS NOSSOS GOVERNANTES QUE QUASE NADA FIZERAM DO QUE PRECISAVA SER FEITO PARA LIMITAR OU RESTRINGIR OS EFEITOS DAS CATÁSTROFES PUVIAIS SEMPRE PREVISÍVEIS E PREVISTAS.

ISSO É PARTE DO NOSSO PROCESSO DE FALÊNCIA NACIONAL. MAS, É ASSUNTO PARA OUTRA HORA...



Escrito por Marco Antonio Rocha às 16h29
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QUE MAÇADA, EIN GENTE...

PILOTO DE FORMULA 1 SOFRE PROBLEMA DE VÁLVULA PRESA. UMA PORÇÃO DELES TÁ JUSTIFICANDO A FERRARI, DIZENDO QUE A EQUIPE TEM MESMO DE CUIDAR DE VENCER A PROVA. INCLUSIVE O COULTARD, DAVID COULTARD, GRANDE EX-PILOTO, ACHA QUE A EQUIPE FERRARI FEZ BEM EM BRECAR O MASSA.

AGORA, PERGUNTEM PARA 100 AFICCIONADOS DA FORMULA 1 QUEM É COULTARD -- OS 100 LEMBRARÃO DELE. MAS, PERGUNTEM PROS MESMOS 100, QUAL A EQUIPE OU QUAIS AS EQUIPES, PARA AS QUAIS ELE CORREU -- TALVEZ UNS DOIS OU TRES SE LEMBREM.

FORMULA 1 OU É CORRIDA DE CORREDORES, DE PILOTOS, OU NÃO É NADA PARA O PÚBLICO. NINGUÉM NO BRASIL ESTÁ INTERESSADO SE A EQUIPE FERRARI, OU A EQUIPE DA BUZANFAM DE CATIBIRIBA VAI VENCER A TEMPORADA. TODO MUNDO QUE ASSISTE TÁ INTERESSADO EM SABER SE O FELIPE, OU O RUBINHO OU O PIQUET PODEM GANHAR. NOS OUTROS PAISES O PÚBLICO ESTÁ INTERESSADO NOS CORREDORES QUE REPRESENTAM OS SEUS PAISES. ESTÁ CAGANDO PRÁS EQUIPES E PARA AS MARCAS...ESSE É O FATO.

ENTÃO, OU A FÓRMULA 1 VOLTA A SER UMA CORRIDA DE PILOTOS, DE BRAÇO, OU VAI VIRAR NADA...



Escrito por Marco Antonio Rocha às 15h36
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BOMBA NA PATULEIA...

FICO MUITO INTRIGADO COM A TÁTICA DA AL-QAEDA NO COMBATE AO GRANDE CAPITALISMO E AO IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO.

NO LANCE MAIS RECENTE, SEUS LACAIOS SOMALIS EXPLODIRAM UMA BOMBA NUMA LANCHONETE DE UGANDA...74 MORTOS!!

NÃO HÁ INFORMAÇÕES SOBRE QUANTOS ODIOSOS CAPITALISTAS-IMPERIALISTAS ESTÃO ENTRE OS MORTOS... 



Escrito por Marco Antonio Rocha às 14h43
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CADÊ O SOCIALISMO?

Há muitas décadas quase todos os políticos do mundo se dizem socialistas. Há dezenas de partidos políticos no mundo que se dizem socialistas, e que ostentam a palavra socialista no nome.

Por que, então, não há nenhum governo socialista no mundo, nenhum país onde prospere um regime socialista??

Essa pergunta me intriga e eu gostaria de uma boa explicação sobre porque o socialismo não emplaca. 

Alguns países que se proclamam socialistas, não passam de ditaduras...de um só homem, como Cuba, ou de um partido, como a China.

O socialismo seria então apenas isso? Uma ditadura? Claro que não. Então, por que não existe?



Escrito por Marco Antonio Rocha às 14h59
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PÉ NA JACA...

ASSESSORADO E GUIADO POR CELSO AMORIM E MARCO AURÉLIO GARCIA, EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL, O PRESIDENTE LULA SÓ TEM LEVADO NO QUENGO...COMO DIRIA ALGUM CONTERRÂNEO DELE...EVO MORALES, HUGO CHÁVEZ, MANUEL ZELAYA (DE HONDURAS, ESSE UM VERDADEIRO "MANÉ" MESMO), E AGORA, O AHMADINEJAD, EM CUJA COMPANHIA LULA APANHOU DE 12 x 2 NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU...O QUE, CERTAMENTE, ACABOU COM SUA ASPIRAÇÃO DE SE CANDIDATAR A SECRETÁRIO GERAL DA ONU.

SERÁ QUE NÃO TÁ NA HORA DE LULA DIZER PARA O SEU PAR DE AZES DIPLOMÁTICOS QUE CHEGA DE METÊ-LO EM FRIAS...??? E DESPEDIR OS DOIS?



Escrito por Marco Antonio Rocha às 14h26
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O QUE FICOU PROVADO?...

O QUE FICOU REALMENTE PROVADO É QUE O GOVERNO DO IRÃ PRETENDE MESMO CONSTRUIR A BOMBA ATÔMICA. NISSO, A MISSÃO DO LULA TEVE UM MÉRITO. ACABOU COM A DÚVIDA.

E ELE NÃO FICOU MAL NA FOTO, AFINAL. VEJAM O QUE ELE DISSE NA REUNIÃO COM MEDVEDEV, EM MOSCOU, ANTES DE IR PARA TEERÃ: "VOU IR A TEERÃ COM A CONVICÇÃO DE QUE NÓS VAMOS ENCONTRAR (SIC) UM ACORDO. SE NÃO ENCONTRARMOS (SIC) UM ACORDO VOLTAREI PARA CASA FELIZ, PORQUE NÃO FUI OMISSO. PORQUE TENTEI FAZER AQUILO QUE ACHAVA QUE ERA NECESSÁRIO E NÓS TODOS VAMOS GANHAR COM ISSO".

ESSA SÃO PALAVRAS TEXTUAIS DELE. ESTÃO NO YOU TUBE. QUEM QUISER PODE VER E OUVIR. BASTA DIGITAR "LULA COM MEDVEDEV".

AGORA, OS "SICS" ENTRE ASPAS SÃO MEUS, SÓ PRÁ DESTACAR AS IMPROPRIEDADES DE LINGUAGEM DO NOSSO PRESIDENTE. VAMOS COMBINAR: UM ACORDO A GENTE NÃO "ENCONTRA", A GENTE FAZ OU ASSINA. OS PROBLEMAS NA TRADUÇÃO, DE QUE MUITOS JORNALISTAS SE QUEIXARAM, PODEM TER SIDO CAUSADOS PELAS DIFICULDADES DOS TRADUTORES ESTRANGEIROS NÃO SABEREM COMO INTERPRETAR O VOCABULÁRIO DIFERENCIADO DO NOSSO PRESIDENTE.

MAS TUDO BEM, COMO EU JÁ DISSE ABAIXO, ELE SAIU GANHANDO EM TERMOS DE MÍDIA...



Escrito por Marco Antonio Rocha às 16h32
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ASSIM TAMBEM NÃO DÁ...

LENDO A MINUTA DE RESOLUÇÃO QUE O GOVERNO AMERICANO MANDOU PARA OS MEMBROS DO CONSELHO DE SEGURANÇA ESTUDAREM VI UM ÍTEM QUE PROIBE A VENDA DE ARMAMENTOS CONVENCIONAIS PARA O IRÃ: TANQUES, CANHÕES, AVIÕES DE COMBATE ETC.

BOM, AÍ TAMBÉM JÁ É DEMAIS. NUMA REGIÃO COMO AQUELA, ONDE TODOS SÃO INIMIGOS DE TODOS, UM PAÍS NÃO PODE DISPENSAR O DIREITO DE SE ARMAR. FABRICAR BOMBAS ATÔMICAS OU DE HIDROGÊNIO É UM OBJETIVO QUE CONTRARIA A ASPIRAÇÃO QUE A HUMANIDADE INTEIRA PROFESSA. NINGUÉM, EM SÃ CONSCIENCIA, E DE BOA PAZ, QUER QUE BOMBAS ATOMICAS CONTINUEM A SER FABRICADAS, POR QUEM QUER QUE SEJA. TÁ CERTO. MAS, PROIBIR UM PAÍS DE SE ARMAR PARA SE DEFENDER É OUTRA HISTÓRIA MUITO DIFERENTE. O RISCO DE ARMAS ATOMICAS É A DESTRUIÇÃO DA HUMANIDADE. O RISCO DE ARMAS CONVENCIONAIS É OS CONTENDORES SE MATAREM ENTRE SÍ. LAMENTÁVEL. MAS, MUITO MENOR.



Escrito por Marco Antonio Rocha às 15h15
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EM QUE FICAMOS??

Parece que deu no que tinha que dar -- um "acordo" prá nada!!!.

O governo do Irã tinha interesse em ganhar tempo. O Lula tinha interesse em fazer figura internacional para sua futura candidatura ao prêmio Nobel da Paz ou a Secretário Geral da ONU. Assim, os dois lados sairam ganhando, pode-se dizer. Quanto às garantias do Irã que -- segundo o dizer do nosso chanceler Celso Amorim, quando defendia as negociações -- deveriam deixar a comunidade internacional "confortável sobre as intenções pacíficas do Irã"...nada de pitibiriba, como dizia meu avô. Nâo houve garantia nenhuma...

Mais um episódio espalhafatoso que revela muito do senso de oportunidade de Lula, ou do seu oportunismo. Ele sabia que o interêsse do Irã era afastar a ameaça imediata de sanções e ganhar tempo. Para isso, o Irã tinha que fazer um gesto amistoso, mas não em relação aos EUA ou às potências europeias, pois não podia parecer submisso. Então, Lula ofereceu-se para fazer um apêlo de terceiro, de parte não comprometida. E o Irã aceitou o apelo e assinou um acordo que já havia assinado no ano passado e não cumpriu. Com isso deu a impressão de boa vontade, em atenção ao pedido do "deixa disso" brasileiro. Mas, não deu garantia de nada, e no mesmo dia anunciou que continuaria com seu programa de enriquecimento de urânio a 20%.

E isso, o mundo sabe, comprova a intenção de fabricar bombas atômicas...pois, para fins pacíficos, o urânio não precisa ser enquecido a 20%. Os físicos que me leem que me elucidem a respeito..



Escrito por Marco Antonio Rocha às 17h43
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